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sábado, 18 de abril de 2015

CARTA DE CAMILO A ANTÓNIO MARIA PEREIRA

Já aqui nos referimos a Camilo como um Autor da casa. De facto, não só a Parceria editou muitas obras de Camilo como António Maria Pereira ajudou generosamente o Autor. 
Camilo teve uma vida muito atribulada e enfrentou provações a todos os níveis, incluindo o financeiro. O Editor adiantou, a pedido, pagamentos de direitos de autor para Camilo fazer face às suas dificuldades financeiras. 
Camilo, um dos maiores romancistas portugueses, escreveu a seguinte nota ao seu Editor em 17 de Outubro de 1889:

Meu amigo,
Se por lá tiver trinta mil réis inúteis, mande-mos e se não mandar, creia que por cá facilmente me remedeio.
Seu amigo obrigado,
Camilo Castelo Branco



terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

LIVRO NEGRO DE PADRE DINIS

A Professora Doutora Maria Alzira Seixo prefaciou e o Professor Doutor Sérgio Guimarães de Sousa fixou o texto da cuidada edição da Parceria de mais um volume da Colecção Camiliana.
O livro, escrito por Camilo em 1855, é uma sequência do famoso «Mistérios de Lisboa» de 1853, recentemente adaptado ao cinema com enorme sucesso.
Por esta razão, a prefaciadora incluiu, generosamente, no seu prefácio uma sinopse com o essencial dos ditos «Mistérios de Lisboa».
A vida do Padre Dinis e das personagens que com ele se cruzam, em mutações súbitas levam a Professora Maria Alzira Seixo a qualificar o livro como um romance de aventuras.
Depois de «Memórias do Cárcere» e do «Livro da consolação», aparece este livro a relembrar e reconhecer Camilo como uma dos maiores vultos das nossas letras.
No plano de reedições camilianas, perfila-se agora «Carlota Ângela», há muitos anos indisponível aos admiradores do grande escritor, nascido, lembre-se, em Lisboa em 1825.





sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

CARTAS DE CAMILO A ANTÓNIO MARIA PEREIRA

Como já aqui tínhamos escrito, Camilo é um escritor da casa. 
Com efeito, a Parceria editou-lhe imensas obras e a «Colecção Camiliana» incluía 80 volumes!
Camilo escreveu inúmeras vezes a António Maria Pereira.
Na comemoração do 125º aniversário da Parceria (em 1973), o ilustre camiliano Alexandre Cabral coligiu as cartas de Camilo ao seu editor, numa edição esgotada há muitos anos.
A primeira carta data de 21 de Janeiro de 1861 e nela Camilo propõe a venda do seu romance «A fidalga dos Olivais», por 25 libras. 
Relembre-se que nessa altura, Camilo estava preso na cadeia da Relação do Porto, respondendo pelo crime de adultério.
Como Camilo nunca publicou um romance com este título, Alexandre Cabral entende que se trataria antes do livro «Romance dum homem rico» e que a Fidalga dos Olivais afinal seria a «infeliz e volúvel amorosa Leonor» daquele romance.








segunda-feira, 27 de outubro de 2014

EÇA E O MISTÉRIO DO SEU LOCAL DE NASCIMENTO

O nascimento de Eça é, em si mesmo, um romance.
Dividem-se os queirozianos entre o seu possível local de nascimento (Póvoa de Varzim ou Vila do Conde).
No interessante livro de Manuela de Azevedo, editado, em 1969, pela Parceria A. M. Pereira são trazidos à luz interessantes factos e argumentos que apontam para a possibilidade de o seu nascimento ter ocorrido em  Vila do Conde e para um «pacto de silêncio» de 150 anos sobre tal evento, a contar do seu nascimento.
O livro faz ainda um curioso, bem documentado e muito interessante cotejo de proximidades e coincidências nas vidas de Eça e Camilo, incluindo a proximidade física entre Santa Cruz do Douro de «A cidade e as serras» e o Lodeiro do famoso romance «Fanny Owen».



sexta-feira, 10 de outubro de 2014

A GUERRILHA LITERÁRIA ENTRE EÇA E CAMILO

Eça e Camilo são, de modos distintos, dois valores perenes da nossa literatura.
Editados ambos pela Parceria A.M. Pereira, nunca tiveram relações muito amistosas.
Numa análise pioneira e muito conseguida, o insigne queiroziano A. Campos Matos analisou as relações entre ambos e publicou o livro em referência.
O humor e a ironia dos extraordinários textos onde reciprocamente Eça e Camilo se avaliam tornam esta obra um divertido e inédito documento para quem se interessa pela literatura portuguesa do século XIX.
O livro inclui muitos excertos de correspondência de ambos com terceiros, muito interessantes e que de outra forma seriam de difícil acesso aos fiéis leitores de ambos.
De salientar ainda as menções a cartas inéditas de Camilo onde este exalta a amizade pelo pai de Eça de Queiroz (o Juíz de 1ª Instância J. Teixeira de Queiroz), que o visitou na cadeia e o aconselhou sobre o seu processo judicial.


quarta-feira, 8 de outubro de 2014

CAMILO, UM AUTOR MUITO NOSSO

A Parceria editou inúmeras obras de Camilo Castelo Branco e a famosa Colecção Camiliana de António Maria Pereira, com 80 volumes, foi muito celebrada. Esta colecção teve várias versões (mais sofisticadas ou mais populares, como os famosos livros de capa vermelha).
A sua relação com os 1º e 2º António Maria Pereira traduziu-se em muitas cartas, coligidas e anotadas pelo grande Camilianista Alexandre Cabral (noutro dia, falar-vos-ei deste livro).
Por estas razões, a Parceria tem re-editado as obras de Camilo Castelo Branco.
Estas re-edições são muito cuidadas e enriquecidas com a direcção e prefácio da Professora Doutora Maria Alzira Seixo e fixação de texto do Professor Doutor Sérgio Guimarães de Sousa.
É o caso do livro «Memórias do cárcere», cuja capa se reproduz infra.
Camilo, cujos infortúnios são conhecidos, foi o último português preso por adultério e sofreu no corpo e na alma a amargura do cárcere por motivo da sua paixão por Ana Plácido.