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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

ERÓTICA VERBAL OU AS SAIAS DE AMARO

Este notável conjunto de ensaios queirosianos de Ana Luísa Vilela esteve para se chamar "As saias de Amaro", justamente o nome do ensaio que abre o livro.
Como refere o Professor Doutor Carlos Reis "trata-se aqui de Amaro e do envolvimento erótico que n'O crime do Padre Amaro se acha descrito, da Luísa e do seu destino de Cinderela de segundo grau, da culinária e das refeições n'Os Maias, do corpo de Maria Eduarda e da questão do incesto".
Acresce que a Autora se debruça ainda sobre a imagem de Espanha em Eça e sobre a saúde e a doença na obra queirosiana.
Regressamos a Carlos Reis para concordar que "vocação exegética é que não falta a Ana Luísa Vilela, autora, para mais, de uma escrita elegante e fluída, sem sacrifício do rigor conceptual com que nos brinda. Tudo por junto é mais do suficiente para saudarmos estes ensaios como um inestimável contributo à bibliografia critica queirosiana".
Sem dúvida, um livro indispensável para qualquer queirosiano que se preze.


domingo, 30 de agosto de 2015

ROTEIRO DA LISBOA DE EÇA DE QUEIROZ VISTO PELOS OUTROS


A Fundação Manuel Simões é o exemplo vivo do que deve ser uma fundação.
Iniciativa de Manuel Simões, que em meados da década de 1940 abriu a Discoteca do Carmo, no Chiado, dedica-se à defesa do património cultural e a ajudar quem mais precisa.
Aqui vos deixo a recensão ao nosso Roteiro no seu blog, que muito nos satisfaz.

O “Roteiro da Lisboa de Eça de Queiroz e seus arredores”, revisto e aumentado, de autoria de A. Campos Matos, revela a geografia literária dos romances do autor d’”Os Maias”.
“A importância desta geografia literária resulta eminentemente de uma arte narrativa levada ao extremo apuro, o que torna muito insinuantes percursos pedonais que hoje podemos fazer na Lisboa queirosiana que esta obra elucidará”, escreve o investigador, no prólogo.
Surge assim, entre outras, a indicação, por parte de Campos Matos, do solar dos Maias na rua 1.º de Maio, frente à Carris, a Santo Amaro, o Casino Lisbonense, no atual largo Rafael Bordalo Pinheiro, a rua do Carvalho, no Bairro Alto - atualmente, rua Luz Soriano -, onde se localiza a residência do poeta romântico Tomás de Alencar, personagem d’”Os Maias”.
Campos Matos, estudioso da obra de Eça de Queiroz, acompanha algumas das descrições dos lugares com fotos, algumas de época. Podemos assim observar a fachada do café Áurea Peninsular, na rua do Ouro, atualmente nos n.ºs 183-185, que está relacionado com o médico Julião Zuzarte, do romance “O primo Basílio”, “personagem irreverente, ressabiada com tudo e todos, azedo e hostil, por se sentir falhado”, escreve Campos Matos. Há outros cafés citados, designadamente o Martinho, no atual largo D. João da Câmara, junto à Estação do Rossio, e o Montanha, na rua dos Sapateiros.
O cemitério dos Prazeres, construído em 1833, é outras das referências, cenário escolhido para Maria Eduarda, d’”Os Maias”, visitar a campa do avô, mas também onde Vítor visita a sepultura de Genoveva, em "A tragédia da rua das Flores”.
Além desta rua, entre o Cais do Sodré e a praça Camões, são várias as artérias da capital referenciadas pelo investigador, assim como largos, à semelhança do de Barão de Quintela, arcos, referindo o demolido arco de S. Bento (reconstruído entretanto na praça de Espanha), praças, muito especialmente a do Rossio, a primeira que o escritor conheceu quando regressou dos estudos em Coimbra, onde viviam os seus pais, em particular o 4.º piso do edifício onde hoje está instalado o Café Nicola.
O "Roteiro da Lisboa de Eça de Queiroz e seus arredores", publicado pela Parceria A.M. Pereira, inclui ainda, entre outros, o cemitério do Alto de S. João, o Circo Price, demolido com o prolongamento da avenida da Liberdade, que foi rasgada passando por cima do antigo Passeio Público, que Eça refere em várias obras, a calçada do Combro, a então rua de S. Francisco, atual rua Ivens, o Jardim da Estrela e o das Amoreiras.
Além da capital, A. Campos Matos refere também a geografia dos arredores, nomeadamente a “Porcalhota” (atual Amadora), Cascais, Sintra, com destaque para o paço real e o Hotel Lawrence, e Colares.
Cascais justifica-se “como lugar biográfico de muita significativa expressão”; Colares, muito representativo d'“O primo Basílio”; Sintra, onde decorreram episódios d’”Os Maias” e d’”A tragédia da rua das Flores”; a Porcalhota também é citada n’”Os Maias”, povoação onde Carlos da Maia e o maestro Cruges comem um coelho guisado, durante um passeio de “break”.
O Roteiro faz ainda uma referência ao Círculo Eça de Queiroz, em frente ao ex-Casino Lisbonense, fundado em 1940 por António Ferro, então diretor do Secretariado de Propaganda Nacional.
Campos Matos inclui cinco mapas: um do passeio de Luísa com o conselheiro Acácio, personagens d’”O primo Basílio”; outro de um percurso do largo do Calhariz aos Restauradores, passando pelo Chiado; um outro do Cais do Sodré ao Rossio, passando pelo Terreiro do Paço; uma planta geral da cidade oitocentista, com a sinalização de todos os locais referenciados; e ainda dos locais referenciados na vila de Sintra, nos arredores da capital.
Arquiteto e urbanista por formação académica, Campos Matos tem estudado sistematicamente a obra do autor d’”A cidade e as serras”, desde 1976, quando publicou o livro “Imagens do Portugal Queiroziano”, cuja terceira edição saiu em 2004. 
Entre outras obras, publicou, em 1995, as cartas inéditas entre José Maria d’Eça de Queiroz e sua mulher, Emília de Castro Pamplona, filha dos condes de Resende.




terça-feira, 7 de julho de 2015

A LISBOA DE EÇA, PELA MÃO DE A. CAMPOS MATOS

É com enorme satisfação que vemos a 2ª edição do "Roteiro da Lisboa de Eça de Queiroz e seus arredores" chegar às mãos dos leitores queirozianos.
O livro tem merecido destaque nas principais livrarias (na foto, Livraria Bertrand do Chiado).
Para além da utilidade inegável para quem aprecia Eça e quer saber mais sobre as variadas referências a Lisboa na sua obra, o livro regista para as próximas gerações muita informação que, de outro modo, se perderia.
Apenas a título de exemplo, quantos saberão que a sova com que Carlos da Maia mimoseia o Eusebiozinho no Largo da Abegoaria é o atual Largo Rafael Bordalo Pinheiro?




terça-feira, 5 de maio de 2015

UM ROTEIRO DA LISBOA DO EÇA

O Arquitecto A. Campos Matos, muito ilustre queiroziano, elaborou um precioso "Roteiro da Lisboa de Eça de Queiroz e seus arredores", agora em 2.ª edição revista e aumentada, sobre os mais eminentes locais de Lisboa e arredores presentes na obra de Eça de Queiroz
O significado desta geografia onde se movem as suas personagens é aqui escalpelizado, sendo convocados os edifícios, ruas, travessas, largos, jardins, cemitérios e paisagens urbanas, em excertos de textos cuidadosamente referenciados e ilustrados.
Este livro destina-se não só aos muitos admiradores de Eça, – que assim entendem melhor a transfiguração que se opera entre a realidade dos lugares e a respectiva transposição literária, – mas também a todos os que amam a beleza estética ímpar de Lisboa.
É um privilégio editar, novamente, A. Campos Matos e esta 2.ª edição revista e aumentada , muito cuidada, é trazida aos admiradores de Eça em papel couché de 115grs, com os cadernos cosidos e colados à lombada e chegará às principais livrarias do País no próximo dia 18 de Maio.


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

POLÉMICA EÇA DE QUEIROZ - PINHEIRO CHAGAS

A Coleção "Polémicas em Português" iniciou-se com o livro em epígrafe.
A polémica entre estes dois grandes vultos da letras portuguesas tem a particularidade de se ter travado entre 2 autores editados pela Parceria.
Eça teve contactos estreitos com o 1º António Maria Pereira que lhe editou a obra, feita em colaboração com Ramalho Ortigão, "O mistério da Estrada de Sintra" e, também, com o 2º António Maria Pereira, considerado o maior editor português do século XIX, pois colaborou na revista «Branco e Negro», dirigiu o "Almanaque Enciclopédico" e delineou projetos que a morte prematura do Editor não permitiu concretizar.
Por outro lado, Pinheiro Chagas, foi um autêntico «escritor da casa", desde o tempo do 1º António Maria Pereira, com a publicação de Poema da Mocidade que despoletou outra famosa polémica: Bom senso e bom gosto.
Foi ainda autor de várias obras incluídas na Coleção António Maria Pereira.
Esta obra do reconhecido queiroziano A. Campos Matos que transcreve as cartas ente Eça e Chagas, conta com magnificas ilustrações de António.




terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

ROTEIRO DA LISBOA DE EÇA, NOVA EDIÇÃO NO PRELO

Já aqui confessei a minha enorme admiração pelo labor e dedicação do meu amigo Arquiteto A. Campos Matos ao grande Eça de Queiroz.
Estou mesmo certo que já fez mais pela cultura portuguesa do que muitos Ministros e Secretários de Estado da Cultura!
Uma das obras que editou com a Parceria foi o «Roteiro da Lisboa de Eça de Queiroz e seus arredores», praticamente esgotada.
Esta obra, imprescindível para todos os queirozianos e lisboetas, que nos permite saber o nome atual de antigas ruas lisboetas mencionadas nas suas obras, vai ter uma segunda edição, revista, ampliada e melhorada antes da próxima Feira do Livro.
Neste interessantíssimo livro, poderá ficar a saber que Eça viveu no nº 26 do Rossio quando chegou de Coimbra, em 1866, com o seu curso de Bacharel em Direito e aí recebeu, em 1898, uma muito merecida ovação do cortejo de 30.000 pessoas que desfilou na comemoração do centenário da chegada de Vasco da Gama à Índia e que o reconheceu na varanda de sua casa.
Como diz o Autor no prefácio, "Eça transfigurou a cidade, ao recriá-la, tal como aconteceu com a Dublin de Joyce, a Londres de Dickens e a Paris de Balzac ou Proust".
Como afirmou Ramalho Ortigão em 1903, na inauguração da famosa estátua do Largo do Barão de Quintela: "Lisboa foi desde então o seu laboratório de arte, o seu material de estudo... E pela razão de que profundamente se ama tudo o que profundamente se estuda, ele amou profundamente Lisboa, e a pouco e pouco, se tornou ele próprio enraízadamente lisboeta".




segunda-feira, 27 de outubro de 2014

EÇA E O MISTÉRIO DO SEU LOCAL DE NASCIMENTO

O nascimento de Eça é, em si mesmo, um romance.
Dividem-se os queirozianos entre o seu possível local de nascimento (Póvoa de Varzim ou Vila do Conde).
No interessante livro de Manuela de Azevedo, editado, em 1969, pela Parceria A. M. Pereira são trazidos à luz interessantes factos e argumentos que apontam para a possibilidade de o seu nascimento ter ocorrido em  Vila do Conde e para um «pacto de silêncio» de 150 anos sobre tal evento, a contar do seu nascimento.
O livro faz ainda um curioso, bem documentado e muito interessante cotejo de proximidades e coincidências nas vidas de Eça e Camilo, incluindo a proximidade física entre Santa Cruz do Douro de «A cidade e as serras» e o Lodeiro do famoso romance «Fanny Owen».



quarta-feira, 22 de outubro de 2014

IM MEMORIAM DE EÇA

Um dos meus livros preferidos da Parceria é o «In memoriam de Eça de Queiroz», publicado em 1922.
Trata-se dum livro em homenagem a Eça de Queiroz, falecido em 1900.
O livro foi coordenado por Eloy do Amaral e Cardoso Martha.
De Eça disse Emile Zola: «Os Portugueses têm um grande escritor, como a França conta poucos. É o vosso Eça de Queiroz».
Neste merecido livro de homenagem encontramos depoimentos de  ilustres admiradores do escritor, como, por exemplo, Afonso Lopes Vieira,Câmara Reys, Teophilo Braga, Raul Brandão, Miguel de Unamuno e Forjaz de Sampaio.
A melhor homenagem que lhe poderemos fazer será sempre a leitura dos seus textos, enormemente apreciados pelos milhões de leitores da Língua Portuguesa.




segunda-feira, 20 de outubro de 2014

SEXO E SENSUALIDADE EM EÇA DE QUEIROZ

O Arquitecto A. Campos Matos é um distinto e reconhecido queiroziano e todos os seus textos sobre Eça atingem um patamar notável.
Isso mesmo acontece com a interessante monografia com o título em epígrafe, edição de autor, agora comercializada pela Parceria A. M. Pereira, e da qual restam poucos exemplares.
Este ensaio é uma incursão pormenorizada numa áreas das mais originais e ricas da narrativa queiroziana.
Eça compreendeu, muito antes de Freud, a importância do sexo e dos sonhos na vida do homem.
O texto é enriquecido por magnificas ilustrações do Arquitecto Rui Campos Matos, com um traço inimitável e original, algumas  das quais a cores.
O livro esgotará em breve mas ainda poderá ser comprado através do nosso sítio www.parceriaampereira.pt 






quarta-feira, 15 de outubro de 2014

EÇA E RAMALHO PELA ESTRADA DE SINTRA

Eça e Ramalho pretenderam com este romance «acordar a berros, num romance tremendo, buzinado à Baixa das alturas do Diário de Notícias, a Lisboa amodorrada desses tempos»...
É um livro de características únicas na Literatura Portuguesa: é o primeiro romance policial português, é a primeira incursão na ficção literária de Eça, é o primeiro livro de dois autores - e logo de dois dos maiores vultos da nossa literatura do século XIX- e nele surge, pela primeira vez, o célebre Fradique Mendes, «alter ego» de Eça e que, mais tarde, terá produção literária própria.
O livro foi publicado no Diário de Notícias entre 24 de Julho e 27 de Setembro de 1870 e foi publicado em livro pela Parceria A. M. Pereira nesse mesmo ano.
A Parceria viria a publicar uma segunda edição, revista por Eça de Queiroz, em 1885. Em 1894, a Parceria lança uma terceira edição, ainda em vida de Eça de Queiroz, com alterações pontuais à segunda edição.
Em 1902, a Parceria publicou uma quarta edição, muito alterada por Ramalho Ortigão, a que se podem levantar questões de legitimidade.
A Parceria voltou a editar «O mistério da Estrada de Sintra» em 2005, adoptando a edição de 1885. Esta edição, a primeira ilustrada, define o verdadeiro cânone e é muito enriquecida pelo preâmbulo do reconhecido queiroziano A. Campos Matos.

 

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

A GUERRILHA LITERÁRIA ENTRE EÇA E CAMILO

Eça e Camilo são, de modos distintos, dois valores perenes da nossa literatura.
Editados ambos pela Parceria A.M. Pereira, nunca tiveram relações muito amistosas.
Numa análise pioneira e muito conseguida, o insigne queiroziano A. Campos Matos analisou as relações entre ambos e publicou o livro em referência.
O humor e a ironia dos extraordinários textos onde reciprocamente Eça e Camilo se avaliam tornam esta obra um divertido e inédito documento para quem se interessa pela literatura portuguesa do século XIX.
O livro inclui muitos excertos de correspondência de ambos com terceiros, muito interessantes e que de outra forma seriam de difícil acesso aos fiéis leitores de ambos.
De salientar ainda as menções a cartas inéditas de Camilo onde este exalta a amizade pelo pai de Eça de Queiroz (o Juíz de 1ª Instância J. Teixeira de Queiroz), que o visitou na cadeia e o aconselhou sobre o seu processo judicial.


terça-feira, 7 de outubro de 2014

RUI CAMPOS MATOS DÁ VIDA AOS PERSONAGENS DE «OS MAIAS»

Está em exibição nos cinemas a versão cinematográfica de «Os Maias», de João Botelho. Trabalho aclamado pela crítica e sufragado pelo público.
A Parceria tem o privilégio de ter editado «Os Mais, Uma antologia ilustrada», pelo traço único e inconfundível do Arquitecto Rui Campos Matos.
Como refere Pedro Larsen no prefácio «Num traço dúctil, espontâneo, seguríssimo, ele detecta o essencial dos ridículos das personagens queirozianas, fazendo-nos reviver episódios e situações que havíamos esquecido e nos despertam depois, além do contentamento e da surpresa do reencontro a hilaridade do discurso desenhado».
Por este livro desfilam desenhos extraordinários de Maria Eduarda, da Baronesa de Craben, da Monforte, do Alencar, do Cruges, do Ega, da Cohen, da Gouvarinho, do Dâmaso Salcede, do Palma Cavalão, do Craft, do Eusébiozinho...!
Podem encontrar o livro à vendas nas principais livrarias ou no nosso sítio.


quinta-feira, 2 de outubro de 2014

O ADMIRÁVEL EÇA, POR ELE PRÓPRIO

A minha admiração pelo Eça é enorme.
Volto, inúmeras vezes, aos seus textos e encontro sempre o mesmo deslumbramento e encanto.
Os seus textos são intemporais e parecem escritos nos dias de hoje!
A Parceria teve o privilégio de publicar, recentemente, várias cartas de Eça de Queiroz, incluindo 2 cartas inéditas, com organização e notas do insigne queiroziano Arquitecto A. Campos Matos.
Uma delas é particularmente interessante e atual.
Vale bem a pena ler estas cartas e reflectir sobre elas.
O livro poderá ser adquirido nas principais livrarias ou no nosso sítio.