sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

POLÉMICA EÇA DE QUEIROZ - PINHEIRO CHAGAS

A Coleção "Polémicas em Português" iniciou-se com o livro em epígrafe.
A polémica entre estes dois grandes vultos da letras portuguesas tem a particularidade de se ter travado entre 2 autores editados pela Parceria.
Eça teve contactos estreitos com o 1º António Maria Pereira que lhe editou a obra, feita em colaboração com Ramalho Ortigão, "O mistério da Estrada de Sintra" e, também, com o 2º António Maria Pereira, considerado o maior editor português do século XIX, pois colaborou na revista «Branco e Negro», dirigiu o "Almanaque Enciclopédico" e delineou projetos que a morte prematura do Editor não permitiu concretizar.
Por outro lado, Pinheiro Chagas, foi um autêntico «escritor da casa", desde o tempo do 1º António Maria Pereira, com a publicação de Poema da Mocidade que despoletou outra famosa polémica: Bom senso e bom gosto.
Foi ainda autor de várias obras incluídas na Coleção António Maria Pereira.
Esta obra do reconhecido queiroziano A. Campos Matos que transcreve as cartas ente Eça e Chagas, conta com magnificas ilustrações de António.




quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

COLECÇÃO PESSOANA - VOLUME 1, DIA 18 NAS LIVRARIAS

A Colecção Pessoana da Parceria A. M. Pereira reúne, em formato livro de bolso, a mais moderna tentativa de aproximação ao que seria a obra completa de Fernando Pessoa, seguindo um critério editorial simples e acessível.
Organizada em volumes temáticos e com publicação trimestral, pretende apresentar ao leitor a mais vasta selecção de textos de Pessoa, num formato simultaneamente rigoroso e facilmente manuseável. 
A organização, comentários e notas desta Colecção estão a cargo de Nuno Hipólito, investigador pessoano e autor da obra “As Mensagens da Mensagem”, também editada pela Parceria A. M. Pereira.
A Parceria A. M. Pereira, fundada em 1848, é a mais antiga casa editora portuguesa, tendo sido escolhida por Pessoa em 1934, para a publicação do seu único livro lançado em vida em português – Mensagem.
O presente volume, Pensamentos e Citações dá acesso simples e directo à visão do mundo de Fernando Pessoa através das suas reflexões sobre os mais diversos temas, desde os mais superficiais aos mais profundos. 
Uma compilação sem paralelo, abarcando três línguas e mais de 40 anos de escrita por um pensador que, através da sua enorme curiosidade e erudição, nos oferece inspirações únicas para o dia-a-dia.



terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

ROTEIRO DA LISBOA DE EÇA, NOVA EDIÇÃO NO PRELO

Já aqui confessei a minha enorme admiração pelo labor e dedicação do meu amigo Arquiteto A. Campos Matos ao grande Eça de Queiroz.
Estou mesmo certo que já fez mais pela cultura portuguesa do que muitos Ministros e Secretários de Estado da Cultura!
Uma das obras que editou com a Parceria foi o «Roteiro da Lisboa de Eça de Queiroz e seus arredores», praticamente esgotada.
Esta obra, imprescindível para todos os queirozianos e lisboetas, que nos permite saber o nome atual de antigas ruas lisboetas mencionadas nas suas obras, vai ter uma segunda edição, revista, ampliada e melhorada antes da próxima Feira do Livro.
Neste interessantíssimo livro, poderá ficar a saber que Eça viveu no nº 26 do Rossio quando chegou de Coimbra, em 1866, com o seu curso de Bacharel em Direito e aí recebeu, em 1898, uma muito merecida ovação do cortejo de 30.000 pessoas que desfilou na comemoração do centenário da chegada de Vasco da Gama à Índia e que o reconheceu na varanda de sua casa.
Como diz o Autor no prefácio, "Eça transfigurou a cidade, ao recriá-la, tal como aconteceu com a Dublin de Joyce, a Londres de Dickens e a Paris de Balzac ou Proust".
Como afirmou Ramalho Ortigão em 1903, na inauguração da famosa estátua do Largo do Barão de Quintela: "Lisboa foi desde então o seu laboratório de arte, o seu material de estudo... E pela razão de que profundamente se ama tudo o que profundamente se estuda, ele amou profundamente Lisboa, e a pouco e pouco, se tornou ele próprio enraízadamente lisboeta".




terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

LIVRO NEGRO DE PADRE DINIS

A Professora Doutora Maria Alzira Seixo prefaciou e o Professor Doutor Sérgio Guimarães de Sousa fixou o texto da cuidada edição da Parceria de mais um volume da Colecção Camiliana.
O livro, escrito por Camilo em 1855, é uma sequência do famoso «Mistérios de Lisboa» de 1853, recentemente adaptado ao cinema com enorme sucesso.
Por esta razão, a prefaciadora incluiu, generosamente, no seu prefácio uma sinopse com o essencial dos ditos «Mistérios de Lisboa».
A vida do Padre Dinis e das personagens que com ele se cruzam, em mutações súbitas levam a Professora Maria Alzira Seixo a qualificar o livro como um romance de aventuras.
Depois de «Memórias do Cárcere» e do «Livro da consolação», aparece este livro a relembrar e reconhecer Camilo como uma dos maiores vultos das nossas letras.
No plano de reedições camilianas, perfila-se agora «Carlota Ângela», há muitos anos indisponível aos admiradores do grande escritor, nascido, lembre-se, em Lisboa em 1825.





sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

UMA FACA NOS DENTES

António José Forte é uma das mais belas, inquietantes e poderosas vozes da poesia portuguesa do século XX.
Diz Herberto Helder no prefácio do livro «Uma faca nos dentes»: «A voz de Forte não é plural, não é directa ou sinuosamente derivada, não é devedora. Como toda a poesia, verdadeira, possui apenas a sua tradição, no caso a tradição romântica no menos estrito e mais expansivo e qualificado registo, uma tradição próximo de nós esclarecida pelo surrealismo, imemorial, dinâmica, abrindo para trás e para diante, única maneira de entender-se uma tradição...».
Para além dos poemas de Forte, o livro está enriquecido com ilustrações e fotografias de Aldina, mulher do Poeta.
É também deste Autor o livro de poesia infantil «Uma rosa na tromba de um elefante», reeditado no final do ano passado e igualmente ilustrado por Aldina.

Aqui fica um excerto do poema «O poeta em Lisboa», que muito aprecio:

Quatro horas da tarde
O poeta sai de casa com uma aranha nos cabelos.
Tem febre. Arde.
E a falta de cigarros faz-lhe os olhos mais belos.

Segue por esta, por aquela rua
sem pressa de chegar seja onde for.
Pára. Continua.
E olha a multidão, suavemente, com horror.

Entra no café.
Abre um livro fantástico, impossível.
Mas não lê.
Trabalha - numa música secreta, inaudível.


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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

PENSAR LISBOA, COM QUEM SABE

Não há muitos contributos válidos sobre o que deverá ser Lisboa no futuro.
Neste cenário deprimente, o Arquitecto Manuel Graça Dias tem o enorme mérito de ter publicado o seu pensamento sobre o futuro da cidade de Lisboa na entrada do 3º milénio.
A Parceria teve o privilégio de publicar o seu livro «Passado Lisboa Presente Lisboa Futuro», num arranjo gráfico distinto, com duas capas e dois miolos justapostos, que inclui visões da cidade de Melo de Matos, Fialho D'Almeida e de Reinaldo Ferreira publicadas no início do século passado e a sua própria, virada para o nosso futuro.
Livro de leitura essencial para todos os que têm poder de decisão na cidade e que abre os horizontes para uma discussão necessária e estruturante para um futuro pleno da cidade e para a sua humanização.
O Arquiteto oferece-nos um «contributo para o reencontro de novos caminhos de construção de um futuro urbano que todos desejaríamos mais amável, solidário e moderno».
O livro poder ser comprado no nosso sítio (www.parceriaampereira.pt) ou nas principais cadeias de retalho (por exemplo, FNAC, Bertrand, Bulhosa, BookHouse) e em centenas de livrarias espalhadas pelo País.


 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

OS GIRASSÓIS DE RUI HERBON

Será surpresa para alguns mas é um facto indesmentível: Rui Herbon é um dos jovens escritores portugueses mais premiados!
A Parceria tem o privilégio de ter editado inúmeras obras do Autor.
Falo-vos hoje de «Os girassóis». 
Diz Urbano Tavares Rodrigues no prefácio que «Este é, por certo, um dos mais originais romances que ultimamente li, insólito e complexo, invulgarmente rico de ideias e sentimentos».
O livro, acrescenta Urbano Tavares Rodrigues, «tem um final surpreendente e muito belo» e «poderá tornar-se em breve um livro de culto..., uma obra a descobrir incessantemente e com passaporte para o futuro».




Lista de prémio atribuídos ao Autor:

  • Prémio Eixo-Atlântico de Narrativa Galega e Portuguesa 2002, com o romance "Voar como os pássaros, chorar como as nuvens (um filme português)"
  • Prémio António Paulouro 2004, com o romance "Absinto (a inútil deambulação da escrita)"
  • Prémio Afonso Lopes Viera 2005, com o romance "Um eterno retorno"
  • Prémio Orlando Gonçalves 2005, com o romance "Um eterno retorno"
  • Menção Honrosa no Prémio Alves Redol 2005, com o romance "Um eterno retorno"
  • Prémio Nacional de Literatura Lions de Portugal 2007, com o livro de contos "A preto e branco"
  • Prémio Maria Matos 2007 de Dramaturgia, com a peça "Masoch"
  • Prémio Literário Cidade de Almada 2008, com o romance "O romper das ondas"
  • Prémio Literário Almeida Firmino 2008, com a colectânea de contos "Jogos de artifício"
  • Prémio Literário Branquinho da Fonseca (de Conto Fantástico) 2009, com "A chave"
  • Grande Prémio do Teatro Português (SPA/Teatro Aberto) 2010, com "O álbum de família"
  • Prémio Nacional de Literatura Lions de Portugal 2010, com o livro de contos "A febre dos dias"
  • Menção Honrosa no Prémio Literário Manuel Teixeira Gomes 2011, com o romance "Mariana"
  • Prémio Nacional de Conto Manuel da Fonseca 2012, com "O prazer dos estranhos"